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 03/09/2010
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Resumo de noticias selecionadas entre os principais jornais diários e revistas semanais, além
de informações e análises direto do ISA
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Hoje:
Agrotóxicos, Água, Camada de Ozônio, Energia, Queimadas, UCs, Eleições 2010
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Energia


Outra plataforma de petróleo explode no Golfo do México
A plataforma de petróleo Vermilion Block 380, da companhia americana Mariner Energy, explodiu ontem no Golfo do México, próximo à costa dos EUA. Os 13 funcionários da estrutura, que estava em manutenção, lançaram-se ao mar e foram resgatados pela Guarda Costeira. Apenas um deles teria se ferido. A empresa informou que a explosão não causará um vazamento de petróleo similar ao da plataforma da British Petroleum, responsável pelo maior acidente ambiental da história dos EUA. Porém, a companhia se esquivou de mencionar se um volume menor está sendo derramado no golfo. "A causa não é conhecida e será conduzida uma investigação", informou a companhia. Conforme o especialista Andy Radford, o risco menor de vazamento é factível, porque a Vermilion não perfurava poço e operava em águas rasas, o que tornaria mais fácil estancar um possível vazamento -
OESP, 3/9, Vida, p.A15; FSP, 3/9, Mundo, p.A14; O Globo, 3/9, O Mundo, p.33.
Eletrobrás e GDF Suez serão parceiras no exterior
Começarão pela América Latina os estudos que a Eletrobrás e a GDF Suez vão desenvolver para detectar oportunidades de investimentos conjuntos, no âmbito do acordo firmado ontem entre as partes. Para a Eletrobrás, a parceria com a elétrica francesa é uma oportunidade para promover a integração energética da América Latina. "Temos um foco que é a integração da região, principalmente da América do Sul", afirmou o diretor da Eletrobras, Valter Cardeal. A Eletrobrás já desenvolve estudos de projetos de geração e transmissão na América Latina e na África, com destaque para hidrelétricas no Peru e na fronteira com a Argentina. A GDF Suez tem atuação no México, Argentina, Chile, Panamá e Peru. Um grupo de trabalho será formado pelas duas empresas para avaliar as novas oportunidades -
OESP, 3/9, Economia, p.B4.
Brasileiros e espanhóis dominam leilão de linhas
O leilão de concessão de novas linhas de transmissão no Nordeste, previsto para hoje, será disputado por oito empresas e um consórcio. A disputa envolverá empresas do Brasil e também da Espanha e de Portugal. São cinco novas linhas de transmissão de energia elétrica, que somadas, terão cerca de 500 quilômetros de extensão e percorrerão os Estados do Rio Grande do Norte, Bahia e Ceará. Segundo a Aneel, as novas linhas têm como objetivo fortalecer o uso da energia eólica. O Nordeste é uma das regiões do País com mais potencial para produção de energia eólica, que vem recebendo investimentos crescentes no País. A expectativa é possibilitar o escoamento de energia produzida nestes empreendimentos eólicos -
OESP, 3/9, Economia, p.B4.
Orteng encontra gás natural em Minas
O governo de Minas Gerais anunciou ontem a descoberta inédita de gás no Estado. O combustível foi encontrado em Morada Nova de Minas, na bacia do vale do rio São Francisco. O volume de gás só será conhecido em 60 dias, após mais perfurações e testes. Segundo o anúncio, a jazida é de "grande dimensão e de valor comercial". A partir do volume, o consórcio vai realizar um projeto de exploração comercial, com previsão de início em 2011. A construção de um gasoduto dependerá ainda da quantidade de gás -
FSP, 3/9, Mercado, p.B7.
Energia alternativa
"No segundo leilão de fontes renováveis, em 26 de agosto, foram contratados 50 parques eólicos, que ficaram com 70% do total ofertado, a um preço médio de R$ 130,86 por MWh, abaixo do preço das termoelétricas a gás natural (R$ 140 por MWh). A energia eólica mostrou ser competitiva mesmo em relação à produzida por biomassa (R$ 144,20 o MWh) e por pequenas centrais hidrelétricas (R$ 141,93 o MWh). Estima a Associação Brasileira de Energia Eólica que os parques de geração de energia eólica no Brasil poderão vir a ter uma participação de 20% na matriz energética brasileira nas próximas duas décadas. Trata-se de uma meta ambiciosa, mas a energia eólica tende a crescer no País", editorial -
OESP, 3/9, Notas e Informações, p.A3.
Brasil precisa definir já uma política para os combustíveis
"A falta de uma política de combustíveis provoca uma ciclotimia em que sempre se acaba elegendo e privilegiando o combustível da ocasião. Já foi o óleo diesel, depois foi a vez do álcool, voltou a da gasolina e, no final dos anos 1990, foi a vez do GNV (gás natural veicular), com a inauguração do gasoduto Brasil-Bolívia. Agora é a vez do etanol e do biodiesel. O governo deve definir uma política de longo prazo para a matriz nacional de combustíveis automotivos, bem como uma política tributária que permita internalizar os custos ambientais dos combustíveis mais poluentes -caso da gasolina e do diesel- e beneficiar os menos poluentes, como o etanol, o biodiesel e o GNV. Já está na hora de despolitizar o assunto e dar sinais econômicos corretos para os investidores e para os consumidores", artigo de Adriano Pires -
FSP, 3/9, Mercado, p.B3.
Água


Água do São Francisco começa a ser cobrada
Indústrias, agricultores e companhias de saneamento da região do São Francisco estão pagando pela água consumida no rio. A primeira conta venceu ontem. A Agência Nacional de Águas (ANA) iniciou a arrecadação, estimada em R$ 10 milhões até o fim do ano. Quem capta mais de 4 litros por segundo (14,4 metros cúbicos por hora) deve pagar. Segundo o diretor-presidente da ANA, Vicente Andreu, "a cobrança pelo uso da água dos rios não é um imposto, mas um preço público definido em consenso pelo comitê de bacia". "É um mecanismo de uso racional da água que gera recursos para a recuperação da bacia e está previsto por lei", explica Rodrigo Flecha, superintendente da ANA -
OESP, 3/9, Vida, p.A15; FSP, 3/9, Mercado, p.B7.
TCU aponta irregularidades em obra de Tucuruí
Auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) avaliou as obras das eclusas de Tucuruí, no Pará. O relatório, aprovado anteontem, aponta irregularidades de R$ 38,5 milhões. Orçada em mais de R$ 1 bilhão, a obra, um dos projetos do PAC, vai restabelecer a navegabilidade do Rio Tocantins, interrompida pela construção de uma das maiores hidrelétricas do País. O tribunal pediu esclarecimentos aos responsáveis. A obra não será paralisada, mas não será concluída no prazo previsto, avalia o TCU. A Eletronorte é responsável pela administração dos contratos da obra. Irregularidades na construção das eclusas de Tucuruí vêm sendo apontadas pelo TCU desde o início da década, em sucessivas auditorias. As obras da eclusa começaram no início dos anos 80, foram paralisadas várias vezes e retomadas em 2007 -
OESP, 3/9, Economia, p.B4.
Geral


Em jogo o futuro, não o passado
"Quem assiste à propaganda dos partidos no horário eleitoral fica com a impressão de que está mais em questão um julgamento do passado do que uma proposta para os próximos anos. Discute-se para saber quem fez mais em termos de programas sociais, como o Bolsa-Família. Mas a questão central não é essa. Deveria ser a estratégia brasileira para os próximos anos, com a crise econômica global e com o agravamento das questões ambientais - além dos dramas na educação, saúde, saneamento, desemprego dos jovens, concentração da renda. Enquanto isso, o País parece um fogareiro, precisando criar um Fundo de Catástrofes. Ele garantirá cobertura para 'riscos de seguros rurais em caso de catástrofes climáticas como secas, excesso de chuvas e geadas'. Ou seja, tudo o que já está acontecendo. Que tal discutir isso com os eleitores?", artigo de Washington Novaes -
OESP, 3/9, Espaço Aberto, p.A2.
Potencial econômico dos parques será mapeado
O potencial econômico das Unidades de Conservação do Brasil é tema de um estudo que o Ministério do Meio Ambiente (MMA) prepara para levar à COP-10, a Conferência sobre Biodiversidade, que será realizada em outubro, no Japão. O Brasil possui 310 áreas de conservação federais e 374 estaduais. Do total, 26,7% permitem usos econômicos - como ecoturismo, pesquisa científica, manejo de recursos florestais e agricultura -, mas este potencial é pouco explorado. Fábio França de Araújo, diretor do departamento de áreas protegidas do MMA, diz que em países como os Estados Unidos o turismo em parques nacionais promove uma receita de US$ 15 bilhões na economia e gera 250 mil empregos. O objetivo do estudo, feito em parceria com o Pnuma e a UFRJ, será elaborar um diagnóstico das oportunidades econômicas que áreas de preservação oferecem -
OESP, 3/9, Vida, p.A15.
Queimadas também seriam alvo de propina em Dourados
Além de obter dinheiro com fraudes em licitações públicas, o prefeito de Dourados (MS), Ari Artuzi, e alguns vereadores teriam recebido R$ 90 mil para aprovar um projeto que dilatava o prazo para o início da proibição das queimadas das lavouras de cana-de-açúcar para a colheita da safra, afirmou o ex-secretário de Governo da Prefeitura, Eleandro Pasaia, no inquérito que apura a corrupção na administração municipal. Segundo Pasaia, um empresário deu 70 mil para serem divididos entre os vereadores e R$ 20 mil para que o prefeito não vetasse o projeto. Ele entregou a fita mostrando o repasse ao prefeito. Artuzi foi uma das 29 pessoas com prisão temporária decretada por suspeita de fraude em licitações no município -
O Globo, 3/9, O País, p.18.
Menos proteção no céu
Um buraco na camada de ozônio, que tradicionalmente se forma sobre a Antártica em setembro, tem aumentado de área e duração por motivo ainda desconhecido. No ano passado, sua extensão beirou o Rio Grande do Sul, e o estado ficou especialmente vulnerável à incidência de raios ultravioleta até o início de dezembro. A interação do fenômeno com o aquecimento global intriga os cientistas. Pesquisadores de Argentina, Brasil, Chile e Holanda uniram-se para estudar o fenômeno. A análise renderá um artigo para a revista "Geophysical Research Letters"
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O Globo, 3/9, Ciência, p.34.
A agricultura que o Brasil almeja
"Perdida a batalha contra os transgênicos, aqueles líderes se voltam contra os defensivos agrícolas, ou agrotóxicos. Uma luta insensata, já que a defesa fitossanitária é imprescindível no combate às pragas que devoram cerca de 40% dos alimentos nas plantações no Brasil. Agricultores que têm suas lavouras dizimadas em poucos dias sabem o drama que isso significa. A lavoura arcaica, tão apregoada por tais lideranças, não beneficia a agricultura, muito menos o país. Diferentemente, o que milhões de produtores rurais e, afinal, toda a sociedade almejam é um novo tempo no campo, capaz de impulsionar ainda mais um virtuoso ciclo de prosperidade para todos os brasileiros", artigo de Eduardo Daher, diretor-executivo da Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef) -
FSP, 3/9, Tendências/Debates, p.A3.
Leila Maria Monteiro da Silva
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Fontes:
Correio Braziliense | O Estado de
S. Paulo | Folha de S. Paulo | O
Globo Isto É | Veja |Notícias Socioambientais/ISA
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